Publicado por
José Rui Fernandes

Publicado em
15 de Fevereiro de 2008

Arquivo
Animação, Autores, BD Internacional

Tags
, ,

Convites Para a Antestreia de Persépolis

Persépolis
Temos convites para oferecer para a estreia do imperdível Persépolis de Marjane Satrapi. Como sabem, esta autora quando esteve no Porto por ocasião do último Salão de BD, era quase uma curiosidade, algo exótico com um tipo de banda desenhada que não se via todos os dias. É com grande satisfação que assistimos ao seu sucesso na banda desenhada e também agora no cinema de animação — e o Óscar se calhar não está longe, toda a conjuntura internacional ajuda, pois nestas coisas só a arte não é suficiente. Apareçam na livraria e peçam o vosso convite (como calculam, a oferta é válida até esgotarem) — a antestreia é dia 19, no cinema UCI Arrábida 20 (ex-amc), pelas 21.45.

Persépolis
Persépolis é a história comovente de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos da precoce e extrovertida Marjane, de nove anos, que vemos a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas.
Inteligente e destemida, Marjane consegue fintar os “guardas sociais” e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas, quando o seu tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a guerra Irão/Iraque, o medo diário que invade o quotidiano do Irão torna-se palpável.
À medida que vai crescendo, a ousadia de Marjane torna-se uma constante fonte de preocupação para os seus pais que temem pela sua segurança. Assim, aos 14 anos, tomam a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Vulnerável e sozinha numa terra estranha, tem que enfrentar as típicas contrariedades dos adolescentes. Além do mais, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso e extremismo, exactamente as coisas de que fugiu no seu país. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir-se sozinha e cheia de saudades de casa.
Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família. Após um difícil período de ajustamento, entra para uma escola de artes e casa-se, embora continue a levantar a sua voz contra a hipocrisia a que assiste. Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão. É então que toma a dilacerante decisão de trocar a sua terra natal pela França, cheia de optimismo em relação ao futuro, moldada indelevelmente pelo seu passado.
Com o apoio Midas Filmes.

Actualização: Os convites são para duas pessoas.


Ainda sem comentários


Comentar este texto




Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes


Voltar à primeira página Voltar ao topo